quarta-feira, 30 de novembro de 2011

DI cai antes de Copom e após China reduzir compulsório

"Os juros nos mercados futuros caem antes de um esperado corte na taxa básica pelo Banco Central e após a China reduzir o depósito compulsório dos bancos para enfrentar uma desaceleração nas exportações da segunda maior economia do mundo.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro de janeiro de 2013 caía 4 pontos-base, para 9,64 por cento, às 9:52. A China cortou o depósito compulsório dos bancos pela primeira vez desde 2008, disse hoje o banco central do país em comunicado.
As bolsas externas sobem após caírem mais cedo em reação ao corte pela Standard & Poor’s da nota de crédito dos maiores bancos americanos e europeus.
`O que está dando o tom nos juros futuros hoje é o mercado lá fora, que não está com o humor muito bom. Se não fosse o discurso do BC de ajuste moderado da Selic, o mercado estaria apostando em corte de 0,75 ponto percentual`, disse Maristella Ansanelli, economista-chefe do Banco Fibra SA, em entrevista por telefone de São Paulo.
Segundo Ansanelli, a decisão da China de reduzir os compulsórios também contribui para a expectativa de redução das taxas no Brasil na medida em que a segunda maior economia do mundo tenta reagir contra a desaceleração provocada pela crise externa. “Estamos todos no mesmo barco”.

                    Bancos pequenos e médios

O Conselho Monetário Nacional determinou mudanças na contabilização de renegociações de operações de cessão de crédito para ajudar os bancos pequenos e médios.
As novas regras vão diluir o impacto contábil da despesa resultante da venda de carteira, disse Sérgio Odilon dos Anjos chefe do Departamento de Normas do Sistema Financeiro do Banco Central, hoje em Brasília. Essas despesas decorrem da retirada das receitas que viriam dessas carteiras, segundo dos Anjos.
Os juros futuros subiram ontem na maioria dos contratos após o Índice Geral de Preços - Mercado de novembro ter subido
0,5 por cento, desacelerando menos que o esperado pelos analistas. No dia 28 de novembro, as taxas do contrato de janeiro de 2013 haviam recuado para nível recorde com os economistas reduzindo as projeções de inflação após a mudança no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.
O novo cálculo da inflação poderá reduzir o IPCA em mais do que a baixa de 0,3 por cento esperada por muitos analistas, disse o Valor Econômico hoje. O IPCA teria sido até 0,59 ponto percentual menor nos últimos três anos, segundo estimativas de economistas do ministério da Fazenda que não foram identificados, segundo o Valor."

Fonte: Bloomberg News.

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