"Os juros nos mercados futuros abriram em alta após o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, reiterar a sinalização de “ajustes moderados” da política monetária, esfriando as apostas do mercado em aceleração do corte da taxa básica.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro de janeiro de 2013 subia 8 pontos-base, para 9,84 por cento, às 9:03. O dólar sobe 0,8 por cento para R$ 1,9133.
No exterior, as bolsas internacionais caem com receios de agravamento da crise europeia. O euro recua após a Alemanha reiterar ontem oposição a papéis conjuntos da dívida. O juro dos títulos da Itália bateu recorde no período do euro antes de um leilão do país.
`Houve uma substancial e generalizada deterioração do cenário internacional`, disse Tombini ontem em evento em São Paulo. `Essa deterioração tem importantes e significativos impactos na dinâmica da atividade econômica e da inflação, por diferentes canais de transmissão, justificando a implementação de ajustes moderados na taxa básica de juros.`
Segundo ele, a crise global ainda não levou a ´efeitos extremos`.
`Este discurso reforça a tendência de corte de 0,5 ponto percentual da Selic`, disse André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, em entrevista por telefone de São Paulo.
´Um corte de 0,5 ponto pode ser complementado por outras medidas de estímulo do governo´.
O Índice de Confiança do Consumidor subiu para 119 em novembro, ante 115,2 em outubro, disse hoje a Fundação Getulio Vargas no Rio de Janeiro. O número ficou abaixo do dado de novembro de 2010, de 124,2. O Índice Nacional de Custo da Construção Civil subiu 0,50 por cento este mês, após alta de 0,20 por cento em outubro e da queda 0,36 por cento no mesmo mês do ano passado, disse a FGV.
Os juros futuros ampliaram a queda ontem com apostas crescentes de que o Banco Central poderá ampliar o corte da taxa básica após a presidente Dilma Rousseff ter dito na véspera que o País tem espaço “para fazer política monetária” para combater os efeitos da crise internacional. O governo vai fazer o que for preciso para baixar o custo de financiamento para consumidores e empresas, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, também na quarta-feira.
O dólar teve ontem a oitava alta consecutiva em relação ao real, e chegou a passar de R$ 1,90 ao longo do dia diante dos receios renovados de agravamento da crise europeia da dívida."
Fonte: Bloomberg News
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