quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

DI sobe com ata e IPCA reforçando aposta em corte de 0,50

" Os juros nos mercados futuros sobem com a Ata do Comitê de Política Monetária e o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo reduzindo as apostas em uma aceleração do corte da taxa básica de 0,50 ponto percentual para 0,75 ponto percentual.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro de janeiro de 2013 subia 7 pontos-base, para 9,81 por cento, às 10:05. O dólar recuava 0,2 por cento, para R$ 1,7965, revertendo a alta no início dos negócios.
No exterior, as ações europeias caem antes da decisão do Banco Central Europeu sobre a taxa de juros e da reunião dos líderes da União Europeia entre hoje e amanhã. O Banco da Inglaterra manteve a taxa básica em 0,5 por cento. Ações asiáticas caíram antes de a China divulgar dados que podem mostrar desaceleração.
O Banco Central disse que a tendência é “declinante” para a inflação acumulada em doze meses, segundo a ata da última reunião de política monetária. O BC também disse que “ajustes moderados no nível da taxa básica são consistentes com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012”. Esta sinalização é a mesma feita pelo BC no comunicado do Copom, que cortou a taxa Selic para 11 por cento no encontro no realizado entre os dias 29 e 30.
`A ata indica a continuidade dos ajustes moderados`, disse Maurício Nakahodo, economista sênior da CM Capital Markets. `O mercado entende que o ritmo de queda dos juros não vai ser intensificado.`
A Ata do Copom trouxe uma mudança em relação ao documento anterior, no parágrafo 34, ao mostrar que a atividade ainda será afetada pelos cortes de juros já realizados, disse Nakahodo em entrevista por telefone de São Paulo.

                            Inflação

O IPCA se acelerou mais do que o previsto em novembro para 0,52 por cento, ante 0,43 por cento em outubro. Mediana das estimativas de 54 analistas pesquisados pela Bloomberg apontava 0,50 por cento. No comparativo anual, o índice subiu 6,64 por cento, depois da alta de 6,97 por cento em outubro.
`O IPCA veio próximo das expectativas, mas um pouco acima das previsões`, disse Nakahodo.
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal se acelerou mais do que o esperado para 0,63 por cento até 7 de dezembro, contra 0,53 por cento em novembro, disse hoje a Fundação Getúlio Vargas. Mediana de pesquisa Bloomberg com 20 analistas previa 0,61 por cento de alta.
Os juros futuros recuaram ontem na maioria dos contratos após a inflação pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna ter ficado abaixo do esperado, reforçando apostas de que BC vai continuar aliviando a política monetária para evitar uma desaceleração mais aguda da economia.

                          Meta fiscal

O Senado Federal aprovou medida que eleva em R$ 6,7 bilhões o gasto com saúde pelo governo federal, estados e municípios, tornando mais difícil para o governo alcançar a meta fiscal no ano que vem. Ao regulamentar a chamada “Emenda 29”, o Senado limitou os tipos de despesas que podem ser contabilizadas como gasto com saúde.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que há risco de criação de novas despesas e essa é a preocupação atual do governo, segundo o Valor Econômico. O ministro assegurou que o governo está totalmente comprometido com a meta de superávit primário de 3,1 por cento do Produto Interno Bruto, disse o Valor.
O jornal O Globo disse em sua edição de hoje, sem revelar como obteve a informação, que o governo avalia liberar R$ 90 bilhões em depósito compulsórios."

Fonte: Bloomberg News

Nenhum comentário:

Postar um comentário